domingo, 9 de setembro de 2007

Eu Sei, que Vou te Amar


eu sei que vou te Amar
Por Todà a minha Vida. eu vou te amar
em cada despedida eu Vou te amar
desesperadamente, eu sei que ou te Amar
e Cada Verso, meu será
prá te dizer que eu sei que Vou te amar
por toda minha vida
eu sei que vou Chorar
A Cada Ausência. tua eu vou chorar
mas Cada volta tua há de apagar
o que esta Ausência tua Me Causou
eu sei que vou Sofrer. a Eterna desventura de viver
a Espera...de Viver Ao Lado Teu,
por Todà a minha Vida.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Começo/Fim/Começo


Nada mais me toca. Não há sensação. Por mais uma temporada foi-me tirado tudo. A ausência de luz tornou-se perene. E isso. Não mais me incomoda.
Não haverá mais lamúrias. Não se ouve mais gargalhadas insanas de alma louca. Sem som...
Haverá, então, algo que viria a me alcançar? Surgirá vida da carne podre? Não creio... O que havia lá apenas se esgotou, secou ou simplesmente virou pó. Tornou-se navalha sem corte, varinha sem condão. Tendo como um destroço de mão, o porta-voz de minh'alma poente.
Se algum dia vivi, não foi por mérito meu. Mas quando me for, creio que será. Não faço mais uso da lógica, pois nem ela mais me faz sentido. Não faço mais questão de distinguir o bem e o mal. Sabê-lo não me faz mais jus.
Se há pouco ainda houve algum Deus ou algum Demônio, hoje eles se dissipam. Agora, não faz mais diferença. Se forem o mesmo ser ou criaturas completamente antagônicas. Que seja. Isso não mais me convém.
Tudo é insípido, inodoro, incolor. A graça da vida se esvaiu. Creio que nem o coração mais bate. Essa carcaça moribunda, restos de mim. Não vive, sobrevive.



___
Tragédia medíocre e melodramática.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Imperativo


Não sejas tu!
Não sejá você!
Não sejamos nós!
Não sejais vós!
Não sejam vocês!

Sê tu!
Seja você!
Sejamos nós!
Sede vós!
Sejam vocês!

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(Clichê ou não, é o que é.)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Via Láctea


"Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz

Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa

Amanhã é um outro dia
Não é?

Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção

Mas obrigado por pensar em mim

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim"

Renato Russo

sábado, 21 de julho de 2007


"O meu egoismo é tão egoista
que o auge do meu egoismo é querer ajudar"

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Átono


Porque não existe fim (nem começo), se não houver um caminho.

_
E por hoje é só...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Reticências


As luzes se apagaram,
A gritaria começou,
Corpos disformes se rastejam em minha direção...

Gritos e suspiros frenéticos!
Cheira à podre...
Medo! Solidão!

Cheguei ao precipício,
Não há mais caminho a ser seguido,
Não há mais promessas,
Não há mais dor e nem felicidade...

É o fim e o começo,
A fusão perfeita do nada e do tudo,
Uma alma só...dirigindo-se ao oceano das almas tempestuosas.

Não houve mérito,
Não houve perdas,
A inércia permaneceu...

...e o silêncio ruidoso me persegue...

terça-feira, 10 de julho de 2007

1/2


É, não sei começar isso sem me valer de clichês.
Afinal, querendo ou não, são todos verdadeiros.
Palavras? Ínfimas e quase vulgares.
Gestos? Possíveis, mas não o bastante...
E toda essa arte? Elas sim fazem jus, mas não sei o quanto.
Queria poder explodir em letras o que me faz sentir...
O quão maravilhoso é poder compartilhar minha vida com a sua.
E que em meia translação fez-me mais feliz do que nunca.
Poderia desperdiçar palavras,
Continuar com essa escrita por muito mais tempo,
Mas porque isso tudo?
Se posso resumi-las apenas em..."Te amo!"

domingo, 24 de junho de 2007

Suspiro


Luto pela minha verdade, pura e crua como sempre foi. Não sei se é certa ou errada, mas é a MINHA verdade e é a única que conheço.
Vivo por ela e me expresso através dela. Ela que me dá forças, me faz levantar a cabeça e seguir em frente, ingerindo as verdades alheias e escarrando-as como se nunca tivessem existido. Afinal, a minha verdade é a única que conheço num semi-inteiro.
Não me importa! Digam o que quiserem o que puderem. Calar-me-ei em meu silêncio e nada irá mudar, não perderei meu tempo discutindo com a parede ou dando socos em ponta de faca. Plantar em terra infértil não faz sentido algum.
Esse mundo cético me dá um certo nojo.
O que mais me irrita é que muitas vezes sou envenenada com esse ceticismo burro e acabo duvidando de mim mesma, do que acredito.
Preferem não crer em nada, juntar tudo com uma única negação sem ao menos dar uma explicação plausível. Crer em nada, ou crer na crença do nada.

sexta-feira, 15 de junho de 2007


Ah...Vida...
Cansa, cansaço, cansa de mais!
Monotonia, tédio...parece mais a descrição de um texto ultra-romântico do que uma vida de verdade. As vezes a única solução parece ser fugir. As vezes, fugir...parece muito mais com o retrato de minha covardia...
Na verdade o que almejo é um sorriso. Todos riem a minha volta...mas não queria todos esse risos, só um me importa e esse me foi roubado...
Se o encontrar, por favor, peço encarecidamente que me devolva e assim boa parte do que é negro se tornará luz outra vez... sorrirei de volta quando o vir novamente e nada mas precisará ser dito...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

The show must go on


Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I'm learning
I must be warmer now
I'll soon be turning
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

My soul is painted like the wings of butterflies
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on
The show must go on
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show

Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show

(Queen / The show must go on)

segunda-feira, 28 de maio de 2007


Pascal Renoux

Sem muito o que falar...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Homo sapiens


*(Foi-me enviado por e-mail...)
*(Desconheço a autoria...)
*(A falta de criatividade faz-me roubar a alheia...)


Maiakovski
Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin…escreveu, ainda no início do século XX :

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.


Depois de Maiakovski…


Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

Martin Niemöller, 1933
- símbolo da resistência aos nazistas.


Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...

Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007


O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.
Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil…


- até quando?...


*(Indigna-me ser mais uma entre tantos...)
*(Não me vejo humana...)
*(Não me sinto humana, ao olhar a minha volta e ver o que acontece...)
*(Tenho nojo de ser uma Homo sapiens...)
*(Homem sábio?)


sábado, 12 de maio de 2007

Pequeno desabafo


Ultimamente ando um tanto angustiada, não por um único motivo apenas mas por uma cascata de perguntas que vêem me massacrando aos poucos.
Faz alguns anos que tenho que provar que sou uma coisa que não sou, mentindo para mim, me envenenando, me perdendo.
Medo...Insegurança...
Mostrar-me como outra, viver para atuar, sempre quiz ser artista...mas não desse teatro de marionetes, desse faz de conta...
Quero pular!
Quero rodar até ficar tonta e cair no chão!
Quero gritar bem alto!
Quero sentir a chuva, beber seu cheiro, ouvir seu gosto, cheirar teu som!
Quero deitar no gelado da areia da praia e olhar as estrelas brincando com a lua!
Quero VIVER!
Nesse caso me sirvo do meu hedonismo, me sinto no direito de ser egoista.
Um dia, tomaram minha vida de mim. Agora, estou tomando-a de volta.

domingo, 22 de abril de 2007

AT...



Amoroso palor meu rosto inunda,

Mórbida languidez me banha os olhos,

Ardem sem sono as pálpebras doridas,

Convulsivo tremor meu corpo vibra...

Quanto sofro por ti! Nas longas noites

Adoeço de amor e de desejos...

E nos meus sonhos desmaiando passa

A imagem voluptuosa da ventura:

Eu sinto-a de paixão encher a brisa,

Embalsamar a noite e o céu sem nuvens;

E ela mesma suave descorando

Os alvacentos véus soltar do colo,

Cheirosas flores desparzir sorrindo

Da mágica cintura.

Sinto na fronte pétalas de flores,

Sinto-as nos lábios e de amor suspiro...

Mas flores e perfumes embriagam...

E no fogo da febre, e em meu delírio

Embebem na minh’alma enamorada

Delicioso veneno.

Estrela de mistério! em tua fronte

Os céus revela e mostra-me na terra,

Como um anjo que dorme, a tua imagem

E teus encantos, onde amor estende

Nessa morena tez a cor de rosa.

Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!

O fogo de teus olhos me fascina,

O langor de teus olhos me enlanguece,

Cada suspiro que te abala o seio

Vem no meu peito enlouquecer minh’alma!

Ah! vem, pálida virgem, se tens pena

De quem morre por ti, e morre amando,

Dá vida em teu alento à minha vida,

Une nos lábios meus minh’alma à tua!

Eu quero ao pé de ti sentir o mundo

Na tu’alma infantil; na tua fronte

Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros

Sentir as virações do paraíso...

E a teus pés, de joelhos, crer ainda

Que não mente o amor que um anjo inspira,

Que eu posso na tu’alma ser ditoso,

Beijar-te nos cabelos soluçando

E no teu seio ser feliz morrendo!

(Álvares de Azevedo / Lira dos vinte anos)

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Axioma


Não te quero como um sonho,
Você não é uma fantasia, muito menos uma ilusão.
Não te quero como mais uma utopia em minha vida,
Te quero por inteiro, por completo e ao meu lado...

Real e Surreal, duas faces de uma mesma moeda
E é tudo o que você me faz sentir.
Sensações inexplicáveis, maravilhosas
Como um por de sol, um nascer de lua
Ou um banho de chuva.

Não possuo a equanimidade necessária
Para aceitá-lo como um sonho,
Te quero como certeza.

domingo, 8 de abril de 2007

Cálida Flor

Ao nascer,
Pequeno broto da insanidade
Criança pura mas que já aspirava por liberdade.
Viveu como flor
Mas no lugar de água, era sendenta por amor.
Infelizmente, não recebeu amor suficiente
E a pequena e frágil plantinha murchou
Sem ao menos provar daquilo que tanto sonhou.


. . .


"Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated..."

sábado, 7 de abril de 2007

Gorecki

If I should die this very moment
I wouldn't fear
For I've never known completeness
Like being here
Wrapped in the warmth of you
Loving every breath of you
Why live life from dream to dream
And dread the day...

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Boys don't cry


I would say I'm sorry
If I thought that it would change your mind
But I know that this time
I have said too much
Been too unkind

I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to
Laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'cause boys don't cry
Boys don't cry

I would break down at your feet
And beg forgiveness
Plead with you
But I know that
It's too late
And now there's nothing I can do

So I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to
laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'cause boys don't cry

I would tell you
That I loved you
If I thought that you would stay
But I know that it's no use
That you've already
Gone away

Misjudged your limits
Pushed you too far
Took you for granted
I thought that you needed me more

Now I would do most anything
To get you back by my side
But I just
Keep on laughing
Hiding the tears in my eyes
'cause boys don't cry
Boys don't cry
Boys don't cry

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Ter ou ser?

. . .

Ter ou ser?
Ser ou parecer ser?
Será que é só de aparencias que vivemos?
Vai saber, não é?
Enquanto hipocrisia e injustiças pululam pelo mundo,
Labirintos sem fim são formados...
Será que fazemos parte de um ciclo vicioso?
Vai saber, não é?
. . .