quinta-feira, 19 de julho de 2007

Reticências


As luzes se apagaram,
A gritaria começou,
Corpos disformes se rastejam em minha direção...

Gritos e suspiros frenéticos!
Cheira à podre...
Medo! Solidão!

Cheguei ao precipício,
Não há mais caminho a ser seguido,
Não há mais promessas,
Não há mais dor e nem felicidade...

É o fim e o começo,
A fusão perfeita do nada e do tudo,
Uma alma só...dirigindo-se ao oceano das almas tempestuosas.

Não houve mérito,
Não houve perdas,
A inércia permaneceu...

...e o silêncio ruidoso me persegue...

Um comentário:

Anônimo disse...

ha, e depois é o meu texto que lembra a peça? Isso cheira a Rimbaud de longe, e não fede a podre.
“Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; investiga-se a si próprio, consome dentro de si todos os venenos e preserva as suas quintessências.”